TÍTULO DE NOBREZA DOS PIACSEK
Você sabia que nossos antepassados possuem um título de nobreza?
Saiba um pouco mais sobre essa
história com a pesquisa que Emílio Henrique Piacsek fez em abril de 2012.
Pelo que se sabe, os irmãos
Miklós e Gyorgy Piacsek foram reconhecidos como nobres pelo rei Leopoldo I da
Áustria, em 1694. Não está claro, por enquanto, o que estes bravos ancestrais
fizeram para merecer tal honraria. Mas se a gente consultar a história, vamos
ter fortes indícios de que foram pessoas influentes na região em que moravam: a
região da cidade de Trencsen, a nordeste de Bratislava, hoje capital da
Eslováquia.
Esta região, originariamente
habitada por eslavos, passou ao domínio húngaro, mas os austríacos,
posteriormente passaram a dominar a região. Isto explica por que esta nobreza,
naquela época, foi reconhecida por um rei austríaco.
O rei Leopoldo, austríaco,
tinha acabado de sufocar uma rebelião naquela região. Foi uma conspiração de
magnatas húngaros e croatas. A reação real foi impiedosa originando muitas
execuções. Muitos outros magnatas fugiram para lugares distantes. Como o rei
governava os “seus” territórios através de lideranças locais (magnatas, por
exemplo), estabeleceu-se um vazio no sistema governamental após estes
acontecimentos. Faltavam lideranças regionais. Parece lógico que o rei
reconhecesse novos líderes, nos quais poderia confiar e consequentemente
governar. As determinações reais precisavam ser transmitidas aos habitantes da
região e estes teriam que acatá-las.
Os Piacsek de então,
certamente eram pessoas influentes na região e por sua conduta, ganharam a
confiança do rei. A maneira mais usual de consolidar um relacionamento desta
natureza e firmar mútuos compromissos é a concessão de um título de nobreza.
Esta concessão não parece ter sido ligada a um ato isolado, como um ato de
bravura, mas algo mais duradouro, como uma maneira perene e destacada de viver
em sua comunidade. É de domínio público, que Karolus (Carlos) Piacsek, cerca de
um século depois, acabou se tornando um general que lutou em defesa da Áustria.
O que demonstra a continuidade deste relacionamento. Mesmo o nosso patriarca Joszef
recebeu um cargo público do tipo tabelião ou coletor de impostos, em
reconhecimento a sua tradição “patriótica”. Isto ocorreu por volta de 1870,
demonstrando que os Piacsek ainda se destacavam localmente.
Mas tudo chega a um fim. No
final da 1a Grande Guerra, a Áustria perdeu o domínio da Hungria e esta perdeu
muitos territórios, que passaram ao domínio de vizinhos, em sua maioria povos
eslavos. Assim os Piacsek perderam o vínculo com os governantes, e o
território onde moravam passou a ser de domínio eslavo (Tchecoslováquia, depois
Eslováquia).
Os eslavos, tinham sido
subjugados, por séculos, pelos húngaros e estes, mais tarde, foram subjugados
pelos austríacos. Assim, eslavos e outros, conviviam uma situação em que a
Áustria dominava, mas, o antigo dominante ainda estava presente. Os Piacsek com um nome tipicamente de origem eslava, com grafia adaptada ao Húngaro, e
ligados ao governo central (Austríaco), certamente não foram bem recebidos
pelas novas autoridades eslavas ao final da primeira grande guerra. Felizmente,
o nosso patriarca já tinha emigrado para o Brasil duas décadas antes.
Concluindo, podemos dizer que o reconhecimento da nobreza dos Piacsek foi um fato, muito honroso por sinal, ocorrido há mais de 3 séculos. Mas creio que o mais importante foi o longo período em que os Piacsek tiveram familiares influentes junto ao governo e junto às comunidades em que viveram. Como se pode ver, o prestígio dos Piacsek junto às autoridades governamentais de onde habitavam, terminou com o fim da primeira Grande Guerra. Isto, no entanto, não significou o fim de posturas afins ao passado em muitos familiares que viveram após este fato.
Emílio Henrique Piacsek
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Até a próxima!



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